|| Energia fotovoltaica no Brasil
Blog

Energia fotovoltaica no Brasil

Energia fotovoltaica no Brasil

Por Lucas Felipe Abreu Santos

O Brasil tem a energia solar como fonte de energia renovável, e com grande potencial a ser explorado no Brasil, se destacando pela sua localização geográfica, seu abundante recurso solar, suas dimensões territoriais, uma vasta faixa litorânea. Portanto com essas condições naturais proporcionam um apanhado significativo das fontes de energia limpa na maioria das regiões

              A energia renovável é a designação dada para as fontes naturais de energia que conseguem se renovar, logo, nunca se esgotam pois estão em constante regeneração, vale lembrar também que um ponto bastante importante que a fonte renovável de energia solar fotovoltaica engloba sempre diretamente ou indiretamente várias outras fontes alternativas.

É sabido que a tal tecnologia ainda é pouco aplicada e conhecida no Brasil, se comparando com outros países. Muitas das vezes por falta de informação adequada, pessoas mal qualificadas no assunto e falta de incentivos do governo, porém, o cenário da energia fotovoltaica já está mudando com as resoluções normativas 482/2012 da ANEEL e suas alterações da 685/2015.

          O silício Si é a matéria prima mais utilizada para fabricação de células fotovoltaicas do mundo, cerca de 80% dos painéis fotovoltaicos é feito de silício. Sendo que o silício é o segundo elemento químico mais abundante na natureza, ficando atrás apenas do oxigênio (O²). Pode ser encontrado na grande maioria das rochas, mas sua principal fonte de exploração é o quartzo, um dos minerais mais abundantes da crosta terrestre.

Segundo pesquisadores do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, 2015), o próximo passo será conseguir viabilizar este processo de produção em escala industrial. Já existem estudos de viabilidade financeira que demonstram que uma planta com produção de 100 toneladas de silício grau solar ao ano teria, apenas em sua fase piloto, um faturamento anual aproximado de US$ 2,1 a US$ 2,4 milhões.

         A grande jogada é adicionar valor a este material com a produção do Silício Grau Solar SiGS. Com toda essa capacidade, o Brasil ainda não possui um parque tecnológico e industrial para aprimorar o silício para grau solar ou produzir as placas fotovoltaicas, tendo que importar este produto já refinado para o aproveitamento da energia solar, abundante no país.

No Brasil a capacidade instalada até o final de 2011 era de aproximadamente 31,5 MW instalados, sendo 30 MW em sistemas fotovoltaico não conectado à rede elétrica, e 1,5 MW em sistemas conectados à rede elétrica.

Contudo no começo do ano de 2015, já se somaram 317 usinas fotovoltaicas (UFV) em operação segundo dados da (ANEEL, 2015). A potência fiscalizada destes empreendimentos solares, ou seja, a potência considerada a partir da operação comercial da primeira unidade geradora do empreendimento chega a 15,3 MW quando já foram apresentados cerca de 19,2 MW. Além destes sistemas de operação, existem atualmente 2 usinas em construção e outras 2 já gerando, todas no estado do Pernambuco, com potência total apresentada de 68,5 MW.

Estes números ainda são pequenos ao considerar todo o potencial de geração do país e, além de demonstrar que para o planejamento energético brasileiro a tecnologia solar fotovoltaica ainda não tem uma grande participação.

Para garantir o sucesso desse sistema e torná-lo acessível a grande parte da população ainda serão necessários outros fatores além da normativa 687/2015 da ANEEL. Como subsídios do governo políticas que incentivem os consumidores a buscarem linhas de financiamentos, incentivos fiscais, parcerias público-privadas, mobilização do setor de energia elétrica, entre outros. Apesar da ainda retraída mudança no Brasil, acredita- se de acordo com estudos detalhados, nos próximos 6 anos, que o Brasil possa se tornar um potencial consumidor desses sistemas de energia, englobar essas mudanças,  já que a energia solar é viável de fato tem como potencial irradiância solar inigualável em quase todo território.

Lucas Felipe Abreu Santos, Engenheiro Civil, Pós – Graduando em Gestão do Ambiente Construído na UFMG.