|| Praças e Acessibilidade Universal
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Praças e Acessibilidade Universal

Praças e Acessibilidade Universal

Por Mônica Padilha

Projetar Praças, ou repensar algo sobre o desenho urbano, dentro do campo do urbanismo, requer um cuidado especial quanto à acessibilidade universal.

Diversos itens podem ser motivo de atenção, dentre eles o piso escolhido, se optamos por uma pavimentação muito irregular isso pode dificultar a locomoção. Pensar a inclusão social inclui também os aspectos físicos do espaço, apesar de não estar circunscrita a eles. 

Outro aspecto interessante, proposto no Projeto Praça Acessível, que pode ser verificado no portifólio do Escritório Padilha Arquitetura e Urbanismo, de autoria de Mônica Padilha e idealizado por Silvana Nogueira, moradora do bairro Fernão Dias em Belo Horizonte, que necessita de cadeira de rodas para se locomover é a questão de haver aparelhos de ginástica pensados para promover a acessibilidade universal.

A utilização do design universal, da ergonomia, do estudo de aspectos psicológicos da utilização do espaço, muito realizados em outros países, com no estado da Carolina do Norte nos EUA, ainda não muito introduzidos no Brasil, mas importantíssimos para os usuários do espaço de um modo geral são elementos de projeto que podem compor um espaço que pretenda promover a inclusão social, sem diferenciar os usuários do local através de idade, locomoção ou outra categorização que crie estigmas.

Estudos que ultrapassem a normatização, que não estanquem na NBR 9050, útil mas que não pode ser considerada completa em si e que utilizem parâmetros como, o citado: piso, iluminação pública, revegetação, travessia de pedestres, vagas destinadas a usuários com necessidades especiais, rampas adequadas, piso tátil. Esses elementos seriam apenas um início, como citado em outros países como no Japão já desenvolvem-se estudos como os audiovisuais, um arquiteto que realizou estudos nesse sentido foi o PHD Marcelo Pinto Guimarães, que chegou a pensar também na inclusão dos recursos audio-visuais e em tentar aplicar no Brasil.

Como percebemos nossa legislação ainda está muito atrasada e precisa envolver os estudos citados acima de forma multidisciplinar e um pouco dentro de laboratórios de teste mas também fora deles em ambientes reais, onde as teorias possam ser testadas.

Aparelhos de ginástica de uso universal.
Brinquedos (Playground) acessíveis

Com relação à praça acessível por que não além dos aparelhos de ginástica acessíveis não se pensar em brinquedos infantis acessíveis, em mesas de xadrez ou outros itens que promovam a recreação, o encontro de forma inclusiva e gerem lazer e bem estar.

Confira o vídeo em: